segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Repositórios de vídeos acadêmicos

     Neste mundo tecnológico e avançado, se faz necessário a organização da informação, de maneira que permita a recuperação nas fontes, das publicações e trabalhos científicos necessários para a realização de novas pesquisas. Um instrumento apropriado para a guarda de toda a produção intelectual são os repositórios.
     Neste contexto e de acordo com o Glossário do IBICT (apud Ferreira, 2007, p. 79): “os repositórios são sistemas de informação que armazenam, preservam, divulgam e dão acesso à produção intelectual de comunidades científicas. Incentivam e gerenciam a publicação pelo pesquisador (auto-arquivamento), utilizam tecnologia aberta e podem ser acessados por diversos provedores de serviços nacionais e internacionais.”
     Os repositórios se dividem em duas classes: os temáticos são os repositórios relacionados com uma área especializada do conhecimento e, os institucionais, que segundo Linch (2003 apud FERREIRA, 2007, p. 79) ”[...] se constituem em um conjunto de serviços oferecido para uma dada instituição aos membros de sua própria comunidade para a gerência e disseminação dos materiais digitais criados por ela, ou seja, seu foco é a memória técnica de uma dada instituição que pode ser composta por trabalhos publicados e/ou originais e apresentados em distintos formatos, suportes e tecnologias.”
     A diferença entre um repositório simples e um institucional está manifestada na questão de que em um repositório institucional, os benefícios de maximizar o impacto do trabalho científico e da publicação de um pesquisador são mais sentidos pelo próprio investigador e pela instituição que ele representa. A conseqüência dessa visibilidade e acessibilidade, a partir do auto-arquivamento das publicações nos repositórios, é o maior benefício que a entidade consegue através dos subsídios para futuras investigações, além do reconhecimento e prestigio alcançado pelos trabalhos.
     Sempre pensando nos repositórios como sistemas de armazenamento da informação, podemos incluir também os repositórios de vídeos. Segundo Rozados ([20--?], p. 2) os repositórios de vídeos são “sistemas de captura, tratamento, organização e recuperação da informação multimídia – vídeos.” Eles são ferramentas apropriadas e úteis na educação, onde os alunos podem utilizar o recurso de uma maneira mais amigável e simples, interagindo com os professores através de vídeos-aula.
     Dessa interação dos repositórios de vídeos e a educação nasceram os repositórios de vídeos acadêmicos. Neles os conteúdos são meramente focados para a aprendizagem do aluno. Os vídeos não precisam ser assistidos exclusivamente em sala de aula, também podem ser utilizadas as plataformas de ensino à distância.
     De acordo com o pensamento de alguns autores, entre eles Moran (1995) os repositórios de vídeos acadêmicos podem ser utilizados de maneira a atender distintos interesses e públicos. Ainda Moran (1995) comenta que os fins podem ser tanto para a sensibilização (introduzir um novo assunto e despertar curiosidade), como ilustração (complemento do assunto abordado), como simulação (relaciona a teoria com a prática através da experiência), como conteúdo de ensino (o próprio tema a ser estudado), como produção (dos próprios alunos), como avaliação (dos alunos e professores), como espelho (como análise individual e grupal) e por fim, como integração/suporte (conhecimento de outras mídias).
     Citando alguns exemplos de repositórios de vídeos acadêmicos temos o Vimeo: <http://www.vimeo.com/>. O Vimeo foi criado por cineastas e criadores de vídeo que queriam compartilhar os seus trabalhos. Os vídeos do repositório não devem infringir os direitos autorais nem ser usados para fins comerciais. Conforme Natal (2010) o Vimeo apresenta boa qualidade e é favorito dos profissionais para exibir seus portfólios e trabalhos inéditos.
      Outro ótimo exemplo de repositório de vídeos acadêmicos é o YouTube Edu: <http://www.youtube.com/education>. Ele disponibiliza vídeos educativos de todas as áreas do conhecimento, podendo ser acessado por qualquer pessoa e desde qualquer lugar. O YouTube Edu foi apresentado ao público em 2009, representa uma categoria do YouTube é possível encontrar vídeos sobre aulas ministradas por professores, projetos de pesquisa, etc.
     Um terceiro modelo de repositórios de vídeos acadêmicos é o Zappiens: <http://zappiens.br/portal/home.jsp>.  Zappiens.br é um projeto do Comitê Gestor da Internet no Brasil para divulgação, disseminação e distribuição de conteúdos digitais em língua portuguesa. Neste site é possível encontrar materiais disponibilizados por diversas instituições, entre elas o Arquivo Nacional, a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa – RNEP, a Universidade de São Paulo – USP e a Universidade de Campinas – Unicamp.  Este projeto experimental foi disponibilizado em fevereiro de 2010 e criado em parceria entre as instituições anteriormente citadas.
      Portanto, os repositórios de vídeos são perfeitos aliados dos professores na busca da transmissão do ensino e da aprendizagem na sala de aula. Podem ser usados como complemento, incluindo a modalidade do ensino à distância-EAD. Permitem a integração dos recursos tecnológicos que ultrapassa as limitações espaço-temporais da sala de aula.




REFERÊNCIAS

FERREIRA, S. M. S. P. Repositório institucional em comunicação: o projeto Reposcom implementado junto à Federação de Bibliotecas Digitais em Ciências da Comunicação. Enc. Bibli: R. Eletr. Bibliotecon. Ci. Inf., Florianópolis, n. esp., 1º sem. 2007. 
MORAN, J. M. O vídeo na sala de aula. Comunicação & Educação, São Paulo, ECA-Ed. Moderna, [2]: 27 a 35, jan./abr. 1995. Disponível em: <http://www.eca.usp.br/prof/moran/vidsal.htm>. Acesso em: 09 out. 2011.

NATAL, B. YouTube e Vimeo promovem as suas primeiras competições de vídeos. O Globo, São Paulo. 2010. Disponível em: <http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2010/09/30/youtube-vimeo-promovem-as-suas-primeiras-competicoes-de-videoa-922669427.asp>. Acesso em 10 out. 2011.


ROZADOS, H. B. F. Repositórios de vídeos. [20--?]. 20 transparências. Disponível em: <http://moodleinstitucional.ufrgs.br/course/view.php?id=10743>. Acesso em: 08 out. 2011.


VIMEO. Repositório de vídeos. 2011. Disponível em: <
http://www.vimeo.com/>. Acesso em: 08 out. 2011.


YOUTUBE. Histórico da empresa: YouTube Edu. 2010. Disponível em:
<http://www.youtube.com/education>. Acesso em: 07 out. 2011.
 


ZAPPIENS. Sobre o projeto. 2010. Disponível em: <http://www.zappiens.br/portal/visualizarTexto.jsp?midia=sbprojeto>. Acesso em: 07 out. 2011.


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Vídeos como fontes de informação educacional

     A vertiginosidade e o dinamismo dos tempos modernos causa o surgimento de novas tecnologias e suportes informacionais. Dentro desse marco, os vídeos se apresentam como uma atraente ferramenta expositiva e educacional. Repassam saberes, mensagens, imagens, significados e nos conectam com a realidade, permitindo relacionar o passado com o presente. Conforme o pensamento de alguns autores, entre eles Moran (1995, p. 2): 

O vídeo parte do concreto, do visível, do imediato, próximo, que toca todos os sentidos. Mexe com o corpo, com a pele -nos toca e ‘tocamos’ os outros, estão ao nosso alcance através dos recortes visuais, do close, do som estéreo envolvente. Pelo vídeo sentimos, experienciamos sensorialmente o outro, o mundo, nós mesmos.  

      Eles existem há muito tempo, desde os tempos da televisão em preto e branco. Primeiramente tivemos a explosão dos vídeos em VHS, muito procurados e assistidos na época. Aos poucos foram conquistando o interesse e o agrado do público perante à novidade do produto. Começaram a ser utilizados por professores como fontes de informação com fins educativos. Hoje em dia poucas pessoas se valem do recurso, seja por causa de localização e acessibilidade, seja pela manifestação e aparição do vídeo digital. 
     A vantagem do vídeo digital com relação ao vídeo convencional ou VHS é que ele ficaria disponível na Web, aumentando dessa maneira, o número de pessoas que poderiam acessá-lo. Entretanto, Dallacosta (2004, p. 2) expressa que: "[...] o ideal ainda seria que houvesse uma indexação do vídeo por palavra-chave, assim, ao se digitar uma palavra, poder-se-ia localizar a temática em estudo, mesmo se esse tema não fosse o tema central do vídeo, exibindo-o a partir da palavra-chave localizada." 
     Pensando na construção do conhecimento e o papel do vídeo como fonte de informação, as imagens em movimento assumem um protagonismo com o qual a escola não pode competir. Na atualidade, os jovens são o grupo da sociedade que mais se apropria das informações apresentadas nos vídeos e os que mais consomem os sites relacionados com  esse suporte informacional. Dallacosta (2004, p. 2) manifesta que: "[...] se ao contrário os professores utilizarem-se deste recurso junto a uma proposta de currículo integrado, parece-nos que a escola se tornará mais próxima da realidade dos alunos e conseqüentemente mais interessante para estes."
     O vídeo como fonte de informação pode representar documentários, palestras, desenhos, esportes, música, vídeo-conferências, vídeo-aulas, etc. Na Internet, a página do site de vídeos You Tube é um dos mais visitados e linkados, de acesso livre, onde qualquer pessoa pode postar seu vídeo, de maneira a interagir com outros visitantes e fazer comentários dos vídeos publicados. Conforme Rozados (2009, p. 46), na atualidade, o vídeo permite aos alunos de ensino à distância terem a oportunidade de contar com um material didático e moderno mediado por recursos de multimídia como animações, links planejados para pesquisa, chats e fóruns de discussões e trocas de opiniões. "Para os alunos é um ambiente moderno, atrativo e interativo, que torna a 'sala de aula' um não lugar dentro de um não tempo." (ROZADOS, 2009, p. 47).


Educação à distância - Pierre Levy
Fonte: You Tube


     Portanto, posso concluir que os vídeos como fontes de informação permitem o aprendizado e conhecimento. Convencional ou digital, o vídeo é um excelente recurso a ser usado pelos professores em sala de aula ou no ensino à distância.
    
         
           




REFERÊNCIAS



DALLACOSTA, A. et al. O vídeo digital e a educação. XV Simpósio Brasileiro de Informática na Educação - SBIE - UFAM - 2004.

MORAN, José Manuel. O Vídeo na Sala de Aula. Comunicação & Educação, São Paulo, ano I, n. 2, p. 27-35, jan./abr. 1995. Disponível em: <http://www.eca.usp.br/comueduc/artigos/2_27-35_01-04_1995.htm>.  Acesso em: 30 set. 2011.

ROZADOS, H. B. F. Objetos de aprendizagem no contexto da construção do conhecimento. C&D-Revista Eletrônica da Fainor, Vitória da Conquista, v. 2, n. 1, p. 46-63, jan./dez. 2009.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Bancos de imagens digitais: acesso autorizado


     O profissional da informação é o especialista encarregado que visa atender as demandas dos usuários. Os diferentes suportes informacionais exigem o preparo e a qualificação do intermediador. Os bancos de imagens são uma fonte preciosa e muito utilizada pela pluralidade de pessoas. Na atualidade o acesso a essses bancos é relativamente fácil e beneficiosa, porém, parte do desenvolvimento da imagem digital e dos avanços dos recursos da internet levaram à proliferação dos repositórios.
     Essa comunidade de usuários que expressa uma demanda informacional precisa de uma organização dos bancos de imagens. A partir desse momento, conforme Castaño (2001, p. 4-5): "[...] se cria uma divisão entre imagens sujeitas a direitos ("rights protected") e aquelas livres dos mesmos ("royalty free") - embora não por isso necesariamente gratuitas -." Essa via dupla deu lugar ao surgimento de diferentes sites web, com possibilidades de acesso e diversos serviços, condicionando tanto a maneira em que se farão as vendas como sua forma de pagamento.
     Considero que os repositórios e bancos de imagens digitais devem ser de acesso livre, similar à proposta do open access, com as publicações científicas. Entretanto, entendo necessária a existência da Lei de Direitos Autorais, regularizando, reconhecendo e valorizando o trabalho do autor material do documento. Também se faz justo a citação do artista em cada imagem, preservando o direito de propriedade que cada criador tem.
     Com relação ao copyright, dificilmente possa se ter um controle total. A evolução da tecnologia e a rapidez com que tudo acontece na internet, provoca um dinamismo circunstancial no processo, impossível de acompanhar. O plágio é comum, reconhecido e aceito por alguns, como uma opção.
     Voltando à essência dos bancos de imagens digitais como fontes de informação e conforme Rozados (20--?, p. 2) eles são sistemas de captura, tratamento, organização e recuperação de imagens digitais que podem ter diversos usos, servem para preservar a memória, oferecem informação textual e não textual, são potenciais canais de pesquisa e podem ser utilizados nas áreas de conhecimento, como design, publicidade e propaganda, etc.
     Portanto, destaco necessária a existência de uma política de uso e direitos autorais. A exclusividade e o mérito devem ser entendidos como elementos que fazem parte da obra de um autor. Dessa maneira, a veracidade dos bancos de imagens como fontes de informação estará garantida.



       Figura 1 - Fotógrafo com câmera
Germano Schüür é professor de Fotografia na Universidade de Caxias do Sul e photographo do Parque Aldeia do Imigrante, desde 1985. Conheça seu trabalho, clicando aqui.
Fonte: Banco de imagens:
Fotografia à Moda Antiga




REFERÊNCIAS


CASTAÑO, J. E. M. Bancos de imágenes: evaluación y análisis de los mecanismos de recuperación de imágenes. El profesional de la información, v. 10, n. 3. mar. 2001.


ROZADOS, H. B. F. Bancos de imagens digitais. Porto Alegre: FABICO/UFRGS. [20--?]. 18 transparências.
    

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Fotografias: registros de memória

     A conservação das fotografias nos permite preservar os acontecimentos passados de um povo. Nesse sentido, as imagens adquirem um valor importante dentro da sociedade, elas retratam a memória e os fatos que se misturam com os sentimentos e as emoções.
     A manutenção das informações contidas nesses suportes oferecem às pessoas conhecerem a sua história e evolução ao longo do tempo. As fotografias fazem parte da cultura de uma nação, são documentos e provas da existência do cenário e dos artistas que compõem o ciclo da vida.
     Para nós, futuros bibliotecários, o assunto da preservação dessas fontes informacionais representa um trabalho que busca despertar o interesse e a curiosidade nos cidadãos. Conhecer os costumes e tradições sugere interpretar e refletir sobre os momentos passados, provoca apreender a realidade, nos obriga a conhecer e estruturar as bases que servirão de pilares para nossa cultura.
     Com relação ao uso da fotografia como documento e fonte de informação, Silva (20--?, p. 5) comenta que: "[...] é necessário do profissional da informação além dos conhecimentos técnicos, a sua capacidade cognitiva para avaliar o conteúdo das imagens, buscando compreender que o documento tem uma natureza diferenciada, devido a sua linguagem não-textual, e requer uma leitura e interpretação para posterior consulta e recuperação da informação e disseminação junto aos usuários - pesquisadores de diversas áreas do conhecimento." Essa citação expressa o papel do bibliotecário como profissional capacitado que atua como nexo entre o suporte informacional e o usuário que procura satisfazer as suas demandas.
     Segundo as apreciações de Borges (2005, p. 37 apud BRIGIDI, 2009, p. 20): "Ao possibilitar o constante desejo de eternizar a condição humana, por certo transitória, a imagem fotográfica se aproxima de outras iconografias produzidas no passado. Como essas, a fotografia também desperta sentimentos de medo, angústia, paixão e encanto. Reúne e separa homens e mulheres, informa e celebra, reedita e produz comportamentos e valores. Comunica e simboliza. Representa." Com isto, se destaca a importância da fotografia como fonte informacional capaz de congelar o tempo, de processar, de gravar e registrar os momentos em um documento, de preservar imagens temporais, de garantir a memória coletiva dos homens.
     Portanto, a função do profissional da informação deve visar a preservação desses suportes. A coleta, a recuperação, a guarda e a disponibilização são fundamentais para que os usuários consigam recuperar e conhecer a essência das suas raízes.

Figura 1 - Artistas da vida
Fonte: Google imagens



REFERÊNCIAS


BRIGIDI, F. H. Fotografia: uma fonte de informação. Porto Alegre: FABICO/UFRGS. 2009.


SILVA, R. C. da O profissional da informação como mediador entre o documento e o usuário: a experiência do acervo fotográfico da Fundação Joaquim Nabuco. [s.l.], [20--?].


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Microblogs: canais alternativos

     O microblog é um meio de comunicação que entrou neste mundo digital com o objetivo de permitir a interação e a disseminação das informações de uma maneira mais rápida e ágil. Neste contexto, a informação produzida em grandes quantidades junto com a exigência cada vez maior dos usúarios acelera o processo do acesso, na medida e no momento em que os fatos da vida quotidiana se manifestam.
     De acordo com Zago (2008, p. 3): "Microblogs podem ser considerados como espécies de 'blogs simplificados', na medida em que possuem os recursos inerentes ao formato blog (como publicação de conteúdo em ordem cronológica inversa, e as demais características dos blogs), mas de forma simplificada. A principal diferença diz respeito ao fato de que as atualizações possuem limitações de tamanho, como no caso da ferramenta Twitter, na qual cada atualização não pode ultrapassar o limite de 140 caracteres (que é também o tamanho máximo permitido em uma mensagem de celular)."
     Os microblogs também apresentam duas características adicionais que os identificam: a mobilidade e a arquitetura aberta de informações. Conforme Zago (2008, p. 4): "A mobilidade se traduz pelo fato de que as atualizações podem tanto ser feitas quanto recebidas através de dispositivos móveis. Já a arquitetura aberta de informações se dá pelo fato de que as ferramentas de microblogs em geral possuem a API liberada. A API são pacotes de programação de dados, que permitem diversas recombinações por parte de desenvolvedores, o que pode culminar na criação de ferramentas derivadas (o que inclusive pode resultar em novas maneiras de se atualizar e receber atualizações) e também na criação de mashups1."
     O microblog Twitter é o protagonista mais emblemático desta nova ferramenta informacional das redes sociais existentes no mundo. Segundo o pensamento de Rodrigues (2009, p. 2): "O Twitter é a mais popular das ferramentas de microblogs – multiplataforma de atualizações curtas, que combina características de blog e rede social –, e as suas possibilidades de uso ainda estão sendo descobertas." Analisando a contextualização da autora citada, o Twitter é o canal transmissor de comunicação que conseguiu atender essa necesidade de divulgação, de um modo preciso, eficiente e dinâmico.
     Outro dado importante citado por Rufino (2009, p. 11) aborda a questão de que " [...] os usuários podem publicar notícias e compartilhar informações através de celulares e de outros equipamentos e não apenas por meio do computador." Entende-se com esse conceito que usar o Twitter como recurso informacional é muito simples e está ao alcance de todos.
     A modo de exemplo seguem alguns vídeos explicativos com tutoriais de como usar o microblog Twitter:

Microblog Twitter - Tutorial sobre uso

    
     A agilidade na publicação das informações, embora seja em mensagens curtas e em até 140 caracteres, possibilita às unidades de informação (bibliotecas, arquivos, museus, etc.) disponibilizar informações quanto aos recursos e serviços, aquisição das novas obras e principalmente, permite aos usuários interagir e participar das decisões, construindo e alimentando o diálogo contínuo, através de uma ferramenta de uso natural e flexível.
     A cada dia mais centros de informação estão adotando o Twitter como canal de contato. A vigência e a manutenção do diálogo se tornam vitais para o relacionamento entre o público e a unidade. Algumas bibliotecas que aceitaram e se familiarizaram com o microblog Twitter são: 


     Com relação ao uso do Twitter nas empresas, é fundamental para o sucesso das vendas por parte da instituição que divulga alguma mercadoria. Conforme expressam Sousa e Azevedo (2010, p. 6)  "[...] elas podem a partir de 140 caracteres, divulgar produtos, serviços, eventos, etc. para seus seguidores."
     Sem dúvida alguma o Twitter se tornou uma ferramenta de participação muito poderosa. O nosso poder de expressão se expandiu ainda mais e nós só temos a ganhar, se fizermos o uso correto desses recursos informacionais. Os ambientes informacionais adotam o Twitter, o que beneficia a participação do todos, tanto dos usuários como dos profissionais da informação. A cooperação nessas redes nos faz sentir incluídos, onde é possível compartilhar problemas e necessidades e enfrentá-los juntos. 
     Portanto, o microblog Twitter é um canal alternativo de comunicação e disseminação da informação que permite o intercâmbio e a divulgação. A sua consolidação se dará de acordo aos padrões de aceitação e uso. Considero que os centros de informação podem aproveitar os recursos que o Twitter de modo a provocar o interesse dos usuários pelos seus serviços e produtos.


1Mashups são misturas criadas a partir de dados provenientes de mais de uma fonte, como no caso do uso da API de um determinado site ou serviço para a construção de um produto derivado.  


REFERÊNCIAS


AZEVEDO, L. E.; SOUSA, L. M. M. de. O uso de Mídias Sociais nas empresas: adequação para cultura, identidade e públicos. In: IX Congresso de Ciências da Comunicação na Região Norte, 2010, Rio Branco. Anais... Rio Branco: UFAM, 2010.


RODRIGUES, C. O que você está fazendo agora? Três contribuições para o debate sobre microblogs. Alceu, Rio de Janeiro, v. 9, n. 18, p. 148-161, jan./jun. 2009. Disponível em: < http://publique.rdc.puc-rio.br/revistaalceu/media/Alceu%2018_artigo%2011%20(pp148%20a%20161).pdf>. Acesso em: 31 ago 2011.


RUFINO, A. Twitter: a transformação na comunicação e no acesso às informações. In: XI Congresso de Ciências da Comunicação na Região Nordeste, 2009, Teresina. Anais...Teresina: UFC, 2009. Disponível em: <http://moodleinstitucional.ufrgs.br/file.php/14041/AULA_11_Microblogs/Twitter_comunicacao_informacao.pdf.>.
Acesso em: 31 ago 2011.


ZAGO, G. S. O Twitter como suporte para produção e difusão de conteúdos jornalísticos. Revista do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro, n. 21, 2009. Disponível em: <http://www.uff.br/ciberlegenda/ojs/index.php/revista/article/view/2/14>. Acesso em: 21 set. 2011.